Acredito que não podemos ser conformistas quando muito de nós é roubado. Não aceitar o "doce" que um ladrão e assassino nos dá. E para mim a Copa está sendo esse doce. Criticar a copa virou ser contra o Brasil. Não querer que toda essa "fantasia" que é criada na Copa iluda as pessoas virou ser contra o Brasil.
Vi um vídeo que um apresentador dizia que o futebol/copa é uma religião, e penso, como não concordar? Se até existe um ditado dizendo que Religião não se discute, nem Política, nem Futebol. Deve ser por isso que muita gente, mesmo vendo tudo o que está acontecendo ainda tem um orgulho em torcer pelo Brasil nessa Copa. É como Religião, mesmo vendo todo o mal que assola nosso mundo, ainda acreditam na salvação e torcem, mas no caso da Copa, não é bem assim.
Eu, simplesmente, não consigo aceitar o doce desse assassino.
Urnas é hora de protestar, mas quais brasileiros sabem votar? Quais brasileiros fazem uma pesquisa assídua e investigativa? Entramos em um outro problema no nosso País: fomos estimulados a não gostar de política. Eu fui, e muito, mas, não quero mais, preciso ser o exemplo que quero ver no mundo.
É triste, é lamentável, eu sei, ver os vândalos se aproveitando das manifestações para tocar o terror. Participei de manifestações em Bauru (dos 20 centavos) e lá quando o pessoal começava a vandalizar todos gritavam: "Sem violência!", gostei muito disso. É difícil e errado a situação com os vândalos, mas não podemos parar de manifestar, só por causa dos vândalos ou pelo fato de "fazer feio" na frente dos outros países. E tudo de errado que acontece aqui no Brasil? Então quer dizer que os brasileiros querem mostram um país gentil e idealizado para o mundo quando na prática ainda falta muito? É isso Brasil? Não é essa máscara que devemos colocar. Crimes e assassinatos, e todo tipo de maldades acontecem aos montes todos os dias, se agora que o povo começou a dar um "leve espasmo de consciência" (note: leve) nós deixarmos de protestar e manifestar. O que será de nós sem essa Voz?
Acredito que é uma forma dos políticos começarem a se preocupar e para eles verem que o Brasil não é tão manipulável, tão propriedade privada dele quanto ele imagina.
Esclarecendo: minha intenção, mesmo sendo incisivo, não é provocar ninguém, não é desafiar ninguém, não é dar indireta a ninguém, apenas quis expressar minha opinião em relação a Copa.
Estou aberto à discussões, posicionamentos, correções, elogios, críticas.
Juntos por uma Humanidade melhor.
20 de junho de 2014
8 de junho de 2014
O sentido de não ter sentido
Qual é o sentido da vida?
Acho que essa é uma das perguntas
mais clichês que recorrem pelas bocas da humanidade até os dias de hoje. Desde
que o homo sapiens se estabeleceu no mundo acredito que essa dúvida paire pelas
conversas de boteco, cultos religiosos e congressos científicos, claro cada um
com nível de profundidade e embasamento para discussão do assunto.
O ser humano tem como busca
pessoal querer dar um sentido para o que faz. Tudo tem que estar fundamentado
em cima de uma causa, ter sempre um por que de ser fazer. Com a vida em si não
se é diferente, estamos sempre buscando um sentido para a vida. O sentido da
vida é ser feliz para uns, o sentido da vida é adorar a um deus para conseguir
uma recompensa em um possível outro mundo para outros, o sentido da vida é
viver em comunhão com a natureza para alguns e assim vai, cada ser busca seu
próprio sentido e vai se vivendo até o derradeiro fim.
A única coisa que a maioria das
pessoas não conseguem absorver é que a vida não possui sentido algum. A vida
não possui um sentido, cada um coloca seu conceito de sentido para a vida e o
persegue. Somos uma ínfima parte do universo, menor que um grão de areia na
praia, um pequeno pedaço replicante de um todo tão grande, mais tão grande, que
não conseguimos entender que a vida não tem um sentido fixo.
Temos teorias que postulam como o
universo começou, temos teorias de física quântica que falam sobre a
singularidade em buracos negros, sobre a relatividade entre tempo e espaço e sobre
um gato que você não sabe se vai estar vivo ou morto até que você abra a caixa
e, nesse meio tempo, ele está meio vivo e meio morto. Essa teorias nos explicam
as bases mais pequenas e operantes do universo e como isso se aplica na gente,
como chegamos até aqui e reforça mais ainda, a vida não tem sentido. Somos
fruto de diversas ações randômicas, meras casualidades, e vamos embora através
da mesma casualidade. Sem fatalismo, sem destino, só o aleatório. O universo
não tem nenhuma obrigação de fazer sentido para nós disse o astrofísico Neil
deGrasse Tyson e a vida não é obrigada a ter sentido nenhum para nós também.
Vai lá, busque seu sentido para vida, mas não se esqueça: “ O sentido da vida é
não ter sentido”.
5 de janeiro de 2014
Circo sem pão
![]() |
Meus caros, venho hoje palestrar a respeito de uma modalidade esportiva que não possui
muita tradição em nosso país, mas que vem ganhando muitos adeptos nos últimos
anos, estou me referindo ao UFC – ou Ultimate Fighting Championship que vem a
ser a maior organização de artes marciais existente.
O UFC é uma modalidade esportiva, que proporciona lazer
ao público através de lutas onde quase não há regras, e que tem como cenário um
octógono;
[...]”o
octógono é um colchão octogonal dentro de uma jaula, que possui suas laterais
aramadas, as arestas e ângulos acolchoados e medindo 9 metros, de lado a lado.
O colchão é feito de lona, e existem duas portas de acesso ao octógono, que são
fechadas no começo de cada round.”[1]
Fazendo uma retrospectiva histórica, questiono, em que
período histórico o homem precisou lutar pela sua vida para proporcionar
entretenimento?
Sim meu amigo, se assim como eu, você não dormia nas
aulas de história, sua resposta foi em Roma, durante a “política do pão e
circo”, vejamos um pouco mais sobre os gladiadores:
“Os gladiadores eram
escolhidos entre os prisioneiros de guerra e escravos. Com o passar das lutas,
caso reunisse muitas vitórias, tornavam-se heróis
populares.
Nas
arenas (a mais famosa era o Coliseu de Roma), os gladiadores lutavam entre si, utilizando vários
armamentos como, por exemplo, espadas, escudos, redes, tridentes, lanças, etc.
Participavam também das lutas montados em cavalos ou usando bigas (carros
romanos puxados por cavalos). Muitas vezes estes gladiadores eram colocados na
arena para enfrentar feras (leões, onças e outros animais selvagens).
O
combate entre gladiadores terminava quando um
deles morria ou ficava ferido com impossibilidade de continuar a luta.
Os
gladiadores mais bem sucedidos ganhavam,
além da popularidade, muito dinheiro e, com o tempo, podiam largar a carreira
de forma honrosa. Estes privilegiados ganhavam uma pensão do império e um
gládio (espada de madeira simbólica).”[2]
Estaríamos nós, em
vez de evoluindo como seres humanos sensatos, regredindo ao considerar uma luta
corporal de extrema violência um entretenimento?
A violência física
que é tão marginalizada em nosso dia a dia, deve ser assim tão divulgada e
aclamada? Violência gera violência? A agressividade apresentada no UFC, que já
é transmitido em canais abertos, é cabível ao nosso contexto de viver em
sociedade?
Particularmente, me
entristeço com o enfoque que a mídia dá a essa modalidade esportiva, não há entretenimento em ver duas pessoas
travando uma batalha “corpo a corpo”. Antropologicamente falando, o embate
físico é uma característica de uma sociedade muito primitiva, onde o homem não
possui um pensamento evoluído, onde o uso da força se faz necessário uma vez
que não há um ser predominantemente racional.
O problema em si está
no público que transforma uma mistura de artes marciais em um espetáculo de
depredação de princípios humanos, se uma luta, seja no “estádio” ou na TV causa
diversão, porque uma briga de rua não? Como vou ensinar meu filho que não é saudável
para a sua formação jogar CS se os
colegas de sala dele assistem ao UFC?
Bom, aos que não
abandonaram a leitura desse artigo no início por me acharem um tolo, agradeço
pela credibilidade, aos que me elogiarão e aos que me apedrejarão, fica aí o
meu posicionamento a respeito do UFC, espero que tenha feito vocês refletirem
um pouco mais respeito do assunto. Até o próximo tema.
9 de dezembro de 2013
6 de dezembro de 2013
29 de novembro de 2013
O sono profundo do ser humano
Do blog Águas de Poesia, por João Gustavo Alquatti
Me veio a mente, na noite passada, quando estava pronto para dormir, com o sono e o cansaço me tomando por completo, pensamentos sobre a morte. Elaborei-os, hoje, assim:
A morte não é má nem ruim. Assim como a vida não é boa. Ambos são parte de um processo de acordar e dormir. Somos nós quem damos significados para estas duas coisas, mas quando ambas acontecem, nossa consciência é desligada de nós. E então somos parte do processo. E esta é a natureza da verdadeira beleza como o pilar do equilíbrio, a consciência da não-consciência, dos processos inconscientes como parte do todo.
Será mesmo que a morte é ruim? Quando você ficou por três dias acordado e está muito cansado, o sono parece o único caminho, nem o amor nem nada supera o delírio em sua mente que necessita fisicamente daquele sono.
A morte não seria o mesmo? Imagine ficar "acordado" por 70 anos, por 80 anos. Você necessitará de um sono profundo para que descanses de toda a vida que viveu, de tudo que viu, sentiu, amou.
Eu faço o consentimento de que nós, seres humanos, somos apegados demais nas coisas, somos materialistas, somos criaturas enraizadas nesta terra, amantes por natureza, e não queremos perder tudo que tivemos aqui, muito menos perder quem amamos.
Essa é uma dor terrível para nós. E somente um pensamento divino e superior poderá suprir essa perda. Seja lá qual for seu Deus, sua representação divina.
Deve de haver o pensamento da não-perda. De que a energia flui para cima e para baixo, e para todos os lados. Vagando como as estrelas no céu, como as brisas e os ventos que sopram gelados e quentes, como as ondas do sol que irradiam de seu núcleo superaquecido, como ondas do mar que vem e vão, como as areias do tempo que passam desconstruindo tudo e criando tudo novamente. Somos tudo isso. Somos terráqueos e membros da aliança universal em que tudo existe e não existe, em que tudo é vivo e morto, em que tudo é meu ou não é meu, em que tudo é amor ou ódio, razão ou emoção.
A morte não é má nem ruim. Assim como a vida não é boa. Ambos são parte de um processo de acordar e dormir. Somos nós quem damos significados para estas duas coisas, mas quando ambas acontecem, nossa consciência é desligada de nós. E então somos parte do processo. E esta é a natureza da verdadeira beleza como o pilar do equilíbrio, a consciência da não-consciência, dos processos inconscientes como parte do todo.
Será mesmo que a morte é ruim? Quando você ficou por três dias acordado e está muito cansado, o sono parece o único caminho, nem o amor nem nada supera o delírio em sua mente que necessita fisicamente daquele sono.
A morte não seria o mesmo? Imagine ficar "acordado" por 70 anos, por 80 anos. Você necessitará de um sono profundo para que descanses de toda a vida que viveu, de tudo que viu, sentiu, amou.
Eu faço o consentimento de que nós, seres humanos, somos apegados demais nas coisas, somos materialistas, somos criaturas enraizadas nesta terra, amantes por natureza, e não queremos perder tudo que tivemos aqui, muito menos perder quem amamos.
Essa é uma dor terrível para nós. E somente um pensamento divino e superior poderá suprir essa perda. Seja lá qual for seu Deus, sua representação divina.
Deve de haver o pensamento da não-perda. De que a energia flui para cima e para baixo, e para todos os lados. Vagando como as estrelas no céu, como as brisas e os ventos que sopram gelados e quentes, como as ondas do sol que irradiam de seu núcleo superaquecido, como ondas do mar que vem e vão, como as areias do tempo que passam desconstruindo tudo e criando tudo novamente. Somos tudo isso. Somos terráqueos e membros da aliança universal em que tudo existe e não existe, em que tudo é vivo e morto, em que tudo é meu ou não é meu, em que tudo é amor ou ódio, razão ou emoção.
E se...?
E se os cavalos voassem? Se os dragões existissem, ou simplesmente soubéssemos compor melodias que adormecessem os nosso próprios dragões? E se houvesse um manual para a vida? Se as pessoas soubessem exatamente o que fazer e não exitassem ao tomar suas decisões? Ou então, pelo menos, não choramingassem pelo leite derramado, pela bolacha com manteiga que caiu no chão, pela namorada que já não lhe quer mais?
Se as pedras estourassem como pipocas ao calor do sol e os rios de lágrimas que caem dos nossos olhos se transformassem em chocolate quente para aquele inverno triste, frio de solidão? E se as pessoas falassem sempre a verdade? E se a verdade realmente existisse e todos pudessem conhecê-la? Se todos se amassem a ponto de dividir um picolé de limão na praça do centro depois de uma missa de domingo de manhã?
E se a morte não existisse? Se as doenças fossem boas para nossa saúde? Se os homens fossem mais sentimentais e as mulheres arrotassem mais?
Se o pra sempre fosse pra sempre e as horas fossem eternidades?
Ora, e se...???
19 de novembro de 2013
14 de novembro de 2013
E a vida seu zé, como anda?
O que é, pois, a vida? Quando nos inclinamos a pensar sobre essa problemática a ideia que nos é evocada pela razão é comumente a ideia que temos sobre a nossa própria vida. Desse modo vida parece então constituir um certo sentido para nós, pois remete às nossas sensações e experiências mais íntimas que perpassam pela nossa própria existência. Mas a partir da relação com o outro creio que você, assim como eu, já tenha percebido que existem “outras vidas”. Vidas daqueles que conhecemos e, e assim como eu e você, possuem sensações e experiências em suas próprias existências, e que se constroem claramente de modos diversos e singulares.
Eis que então seja possível que nos aconteça de surgir um novo questionamento: e a Vida em si, digo, não aquilo que percebo dela ou o que você percebe dela, mas sim o que ela é por si só? Teria a Vida um sentido? Um sentido nela mesmo, independente da minha visão sobre ela? E sucede, então, que chegamos a uma problemática extremamente complexa!
Se analisarmos de modo estritamente racional provavelmente observaremos que tal Vida não tenha sentido algum. Ela em si parece não ser racional, nem bondosa, ou com planos definidos para nós, nem para ela. Mas como um turbilhão de acontecimentos ela parece se desenrolar fortuitamente, sem qualquer interesse próprio, sem planos ou lógica alguma. Tal visão provavelmente te angustie nesse momento, assim como angustiou milhares de homens no decorrer da história da humanidade. Mas ora, cá estamos nela: seres humanos que vivem suas vidas dentro de uma Vida maior, procurando constantemente sentido para ela. E quando desnaturalizamos o nosso olhar e passamos a ver esse caos com outros olhos percebemos então o leque de possibilidade que essa Vida apresenta para nós.
Ela permanece virgem, pronta para ser descoberta a cada momento! E em sua virgindade ela se revela para nós única e irrevivível. Possui em si as potencialidades que estão ansiosas para serem descobertas pela nossa capacidade criadora e, então, transformá-las em ato, em realidade. Permanece gratuita, sem distinção, sem juízos de bom ou mal, aflorando em si possibilidades que se apresentam a nós para serem contempladas e, mais do que isso, vividas.
Compreender essa condição da vida é sair da experiência angustiante com a falta de sentido, com o caótico plano da nossa existência, e adentrar em um novo horizonte da Vida e da existência: a capacidade criadora de despertar as potencialidades e experiência-las em nós e na relação com o outro. A virgindade da vida que permanece constante e que outrora nos pareceu causa de angústia agora se revela a nós como possibilidade de imprimir sentido à existência. Sua falta de sentido é o que nos chama a criar tal sentido. A criação é a arte da existência. É aquela que nos torna realmente vivos. E o sentindo da vida? Ora, crie-o! Eis o nosso inferno. Eis também a beleza da Vida.
Eis que então seja possível que nos aconteça de surgir um novo questionamento: e a Vida em si, digo, não aquilo que percebo dela ou o que você percebe dela, mas sim o que ela é por si só? Teria a Vida um sentido? Um sentido nela mesmo, independente da minha visão sobre ela? E sucede, então, que chegamos a uma problemática extremamente complexa!
Se analisarmos de modo estritamente racional provavelmente observaremos que tal Vida não tenha sentido algum. Ela em si parece não ser racional, nem bondosa, ou com planos definidos para nós, nem para ela. Mas como um turbilhão de acontecimentos ela parece se desenrolar fortuitamente, sem qualquer interesse próprio, sem planos ou lógica alguma. Tal visão provavelmente te angustie nesse momento, assim como angustiou milhares de homens no decorrer da história da humanidade. Mas ora, cá estamos nela: seres humanos que vivem suas vidas dentro de uma Vida maior, procurando constantemente sentido para ela. E quando desnaturalizamos o nosso olhar e passamos a ver esse caos com outros olhos percebemos então o leque de possibilidade que essa Vida apresenta para nós.
Ela permanece virgem, pronta para ser descoberta a cada momento! E em sua virgindade ela se revela para nós única e irrevivível. Possui em si as potencialidades que estão ansiosas para serem descobertas pela nossa capacidade criadora e, então, transformá-las em ato, em realidade. Permanece gratuita, sem distinção, sem juízos de bom ou mal, aflorando em si possibilidades que se apresentam a nós para serem contempladas e, mais do que isso, vividas.
Compreender essa condição da vida é sair da experiência angustiante com a falta de sentido, com o caótico plano da nossa existência, e adentrar em um novo horizonte da Vida e da existência: a capacidade criadora de despertar as potencialidades e experiência-las em nós e na relação com o outro. A virgindade da vida que permanece constante e que outrora nos pareceu causa de angústia agora se revela a nós como possibilidade de imprimir sentido à existência. Sua falta de sentido é o que nos chama a criar tal sentido. A criação é a arte da existência. É aquela que nos torna realmente vivos. E o sentindo da vida? Ora, crie-o! Eis o nosso inferno. Eis também a beleza da Vida.
12 de novembro de 2013
Timo e o Parquinho
Havia um menininho chamado Timo. Timo adorava sair de casa. Timo adoraria poder ir no parquinho, mas Timo não tinha muitos amigos; não podia tampouco ir sozinho.
Um dia Timo quis ir ao parquinho mas seu pai e sua mãe não queriam deixá-lo ir. Ele perguntou o porquê e seus pais disseram que ele tinha muitas chances de se machucar e perder a vida. Timo questionou dizendo que a vida não se perdia, se morria. Então seus pais disseram que estava errado e que sim, era capaz de perder a vida sem morrer.
Até que um dia, Timo desrespeitou seus pais e foi no parquinho sozinho. Começou descobrindo o balanço: e balançou como nunca, subindo o mais alto que podia e vendo tudo com um ângulo que nunca tinha visto. Foi para a gangorra: e percebeu que precisava de outra pessoa para que tivesse graça. Viu o brinquedo de escalar: e escalou até o topo! Viu o gira-gira: e girou, girou, e girou. Quando parou de girar, a vida havia se esvaído de si. Parou ali e ali ficou. Para sempre sentado naquela areia branquinha do parquinho.
Um dia Timo quis ir ao parquinho mas seu pai e sua mãe não queriam deixá-lo ir. Ele perguntou o porquê e seus pais disseram que ele tinha muitas chances de se machucar e perder a vida. Timo questionou dizendo que a vida não se perdia, se morria. Então seus pais disseram que estava errado e que sim, era capaz de perder a vida sem morrer.
Até que um dia, Timo desrespeitou seus pais e foi no parquinho sozinho. Começou descobrindo o balanço: e balançou como nunca, subindo o mais alto que podia e vendo tudo com um ângulo que nunca tinha visto. Foi para a gangorra: e percebeu que precisava de outra pessoa para que tivesse graça. Viu o brinquedo de escalar: e escalou até o topo! Viu o gira-gira: e girou, girou, e girou. Quando parou de girar, a vida havia se esvaído de si. Parou ali e ali ficou. Para sempre sentado naquela areia branquinha do parquinho.
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