15 de setembro de 2011

Estou OF !

Após uma frase de uma professora minha ontem na faculdade comecei a pensar sobre algo que me instigou muito e principalmente me mostrou uma coisa que está acontecendo de forma gradativa e está afetando muito as relações das pessoas! Ela disse:

"Hoje as pessoas estão tão tecnizadas que quando elas não estão interessadas em algo elas simplesmente se desligam, ficam OF! Mas então como ficam as relações humanas, como se lida com as contradições da vida? Vamos simplesmente ficarmos OF?"

Vejo muitas vezes isso acontecer em meu dia-a-dia onde as pessoas diante de situações embaraçosas ou situações que elas não se sentem bem, não se interessam, elas se desligam de uma forma impressionante e parecem não esta ali naquele momento, pelo menos não em pensamentos...
E isso me parece estar se agravando cada vez mais e mais, a ponto de pessoas estarem juntas, reunidas em um mesmo lugar, mas estão na verdade interessadas em uma outra conversa que ela está mantendo por msg no celular ou na música que toca em seu fone de ouvido. E aí, como fica o relacionamento interpessoal dessas pessoas? Onde está o relacionamento quente da amizade, do abraço, da palavra?
E o pior é que essa patologia está tão disseminada em nossa sociedade contemporânea que mesmo ao tentar dar um conselho a alguém que errou ou falar algo que discorde das atitudes dessa pessoa a leva a se desligar,a ficar OF, enquanto você gasta seu palavreado para tentar ajudá-la.
O narcisismo moderno está fechando as pessoas em seus casulos e prendendo-as em suas amarras, voltando seus olhos apenas para sua aparência e para aquilo que lhe interessa: tudo o que acaricie o seu ego e não lhe coloque em uma situação difícil e constrangedora!
A nossa sociedade já está saciada de individualismo, de orgulho e avareza; de olhares de cobiça e de disputas e mais disputas; está tomada pelo ego inflamado e pela omissão daqueles que sabem que podem fazer algo mas preferem ficar OF! Precisamos de pessoas preocupadas com o mundo, preocupadas com o rumo em que as coisas estão tomando; precisamos principalmente de pessoas que amem e mudem as coisas!

Você pode ser mais um nessa batalha, ajudem-nos a acordar aqueles que estão sob o sono indolente do comodismo e da alienação!

2 de setembro de 2011

To na atividade!

Depois de alguns estudos, muita pesquisa e outras atrocidades irrelevantes nesse tal mundo cibernético, eis que venho aqui com tamanha satisfação fazer minha primeira postagem como colaborador desse Blog, onde o intuito é nada mais, nada menos que...discutir certos conceitos e refletir pensamentos tão citados no âmbito dessa nossa sociedade inescrupulosa, onde seus dentes afiados e olhares aguçados esperam um simples vacilo para nos estraçalhar a carne e os ossos dessa nossa mente que não pode ao menos ter a liberdade de se expressar sem receber uma crítica totalmente destrutiva. Não que eu tenha algo contra as críticas, TENHO NADA CONTRA, mas que nós saibamos o que estamos falando e tratando. Porém, entretanto, contudo, somente, serei mais uma pessoa de opinião própria formada e que vem acrescentar minha pequena colaboração aos seguidores desse humilde porém "limpinho" blog.
Ok! Então tá, vamos trabalhar na mente desse povo sem cultura e opinião através das nossas reflexões...ao menos das minhas kkkkkk.

Beijo pra minas e abraço pros manos.

Ps: a parte da pesquisa e estudo é mentira viu gente...o resto é verdade kkk.

30 de agosto de 2011

Um pouco de comédia


Aqui jáz um coração!

Mais que um mero poema - Rosa de Saron

Parece estranho
Sinto o mundo girando ao contrário
Foi o amor que fugiu da sua casa
E tudo se perdeu no tempo

É triste e real
Eu vejo gente se enfrentando
Por um prato de comida
Água é saliva
Êxtase é alívio, traz o fim dos dias
E enquanto muitos dormem, outros se contorcem
É o frio que segue o rumo e com ele a sua sorte

Você não viu?
Quantas vezes já te alertaram
Que a Terra vai sair de cartaz
E com ela todos que atuaram?
E nada muda, é sempre tão igual
A vida segue a sina

Mães enterram filhos, filhos perdem amigos
Amigos matam primos
Jogam os corpos nas margens dos rios contaminados
Por gigantes barcos
Aquilo no retrato é sangue ou óleo negro?

Aqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã
Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã
Faça uma criança, plante uma semente
Escreva um livro e que ele ensine algo de bom
A vida é mais que um mero poema
Ela é real

É pão e circo, veja
A cada dose destilada, um acidente que alcooliza o ambiente
Estraga qualquer face limpa
De balada em balada vale tudo
E as meninas
Das barrigas tiram os filhos, calam seus meninos
Selam seus destinos
São apenas mais duas histórias destruídas
Há tantas cores vivas caçando outras peles
Movimentando a grife

A moda agora é o humilhado engraxando seu sapato
Em qualquer caso é apenas mais um chato

Aqui jaz um coração!

23 de agosto de 2011

Brasil corrupção - Ana Carolina e Tom zé

Neste Brasil corrupção pontapé bundão
puto saco de mau cheiro do Acre ao Rio de Janeiro
Neste país de manda-chuvas cheio de mãos e luvas
tem sempre alguém se dando bem de São Paulo a Belém
Pego meu violão de guerra pra responder essa sujeira
E como começo de caminho quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho a casa da humanidade
Não tenho nada na cabeça a não ser o céu
não tenho nada por sapato a não ser o passo
Neste país de pouca renda senhoras costurando
pela injustiça vão rezando da Bahia ao Espírito Santo
Brasília tem suas estradas mas eu navego é noutras águas
E como começo de caminho quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho a casa da humanidade

Luana Zili @luanazili

22 de agosto de 2011

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

 

Ricardo Oliveira @_ricardiinhoo

Senadores da frente de combate à corrupção querem que sociedade pressione o Congresso

Aloha meu queridos filósofos amantes do ócio!
Diante de toda essa grande polêmica no congresso sobre o tal "escândalo dos transportes" e CPI's e mais CPI's, achei digna de mérito a declaração dos senadores que estão à frente de um grupo informal de combate à corrupção no Brasil quando disseram que a sociedade deve pressionar o congresso para que medidas sejam tomadas.
Vários deles se mostraram preocupados com a situação de escândalos e mais escândalos e disseram que é necessários que a população se mostre também inconformada com tal prática e provoquem uma mobilização legítma que cobre do congresso uma resposta imediata em favor do esclarecimento e resolução desses fatos notóriamente visíveis; a chamada faxina que Dilma Rousseff estava aplicando.

"A pressão de fora para dentro do Congresso é o que faz ele se mexer. Quando a movimentação começa a pressionar para votar determinadas matérias, o Congresso se move e faz. O exemplo melhor é o da Lei Ficha Limpa, porque foi uma ação popular e aí o Congresso não teve outra alternativa senão se curvar ao poder maior que é o da sociedade" Ana Amélia Lemos (PP-RS)

Reclamamos tanto desses escânda-los, de dinheiro na meia e na cueca, de propina e estorção, desvios e mais desvios de dinheiro, mas ficaremos apenas nessa indignação individual e momentânea? Vamos continuar deixando de lado nossa indignação com tudo isso depois de um churrasco de domingo ou vamos acordar na segunda-feira conscientes de que temos nosso papel na mudança do país? O que fazemos para melhor a vida em sociedade?

"Eu vejo que esse movimento é importante em razão de uma única palavra. Resistir! Resistência à corrupção. Não interessa quem seja a presidente, de que partido é a presidente. O que interessa é que nós temos que iniciar, ou dar continuidade para ganhar a luta e acabar com a corrupção. Porque não adianta você ter milhares de programas governamentais, bolsa escola, bolsa família, bolsa isso, bolsa aquilo se esse dinheiro não chega na atividade final, se esse dinheiro some na atividade meio."
Pedro Taques (PDT-MT)

Colocamos os políticos sempre na berlinda e os rotulamos, dizendo que não tomam providências, mas agora o jogo se inverteu e eles, os poucos que ainda estão preocupados com a sanidade do congresso em vez cargos e emendas, estão contando conosco para fazer nossa parte. E agora Brasil, o que faremos? Usaremos nosso direito de expressão
sofridamente reivindicado durante a repressão militar ou continuaremos a reclamar e reclamar sem tomarmos partido das coisas?

"Os filósofos até hoje se preocuparam apenas em interpretar o mundo; trata-se, porém, de transformá-lo" - Karl Marx

RECICLE SUAS IDÉIAS, REPENSE SEUS CONCEITOS!


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Só sacanagem

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

Luana Zili, @luanazili

18 de agosto de 2011

O Mito da Caverna

Extraído de "A República" de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto.
Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.

GLAUCO - Imagino tudo isso.

SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.

GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!

SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?

GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.

SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as sombras?

GLAUCO - Não.

SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?

GLAUCO - Sem dúvida.

SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?

GLAUCO - Claro que sim.

SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.

GLAUCO - Necessariamente.

SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?

GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.

SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?

GLAUCO - A princípio nada veria.

SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.

GLAUCO - Não há dúvida.

SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.

GLAUCO - Fora de dúvida.

SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.

GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.

SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?

GLAUCO - Evidentemente.

SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?

GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.

SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?

GLAUCO - Certamente.

SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?

GLAUCO - Por certo que o fariam.